Um dos problemas mais comuns encontrados na indexação de websites é a presença de conteúdo em Flash, e quando o site é construído inteiramente em Flash, o problema se agrava ainda mais. De acordo com a equipe de desenvolvimento do navegador Opera, 30% a 40% de todas as páginas da web contem arquivos flash, ou seja, é muito conteúdo!

Mudanças no Algoritmo do Google

No ano passado o Google anunciou que melhorou seu algortimo na questão da indexação de arquivos desse formato, o que causou ainda mais polêmica sobre a relevância que teriam os textos presentes nos arquivos Flash.

O Google agora pode indexar todo texto que os usuários vêm em um arquivo Flash, tratando-os como se fossem textos em HTML ou PDF (podendo, inclusive, classificar como conteúdo duplicado se houver textos repetidos). A imagem abaixo mostra como ficaria o Snippet de um site em Flash antes e depois das mudanças no algortimo do Google:

Site Flash com as mudanças no Google

Site Flash com as mudanças no Google

Após as mudanças no algoritmo, o Google agora pode detectar links em arquivos Flash, conteúdo carregado de arquivos externos dentro do Flash, como páginas HTML e XML sem associá-las ao conteúdo em questão, agora suporta técnicas Javascript para inclusão do embed (o que não acontecia antes das mudanças ocorrerem) e ActionScript (AS1, AS2 e AS3) se o conteúdo for visível aos usuários.

Dicas de SEO para Flash

OK, então agora posso fazer meus sites totalmente em Flash sem me preocupar com SEO para o Google? Não! O algoritmo ainda está evoluindo nesse sentido, e ainda não oferece 100% de garantia como em outros formatos. Se você quer fazer/manter um site em Flash mesmo assim, há algumas dicas a serem levadas em conta:

  • Use o embed do Flash em páginas HTML;
  • Não use Flash como navegação;
  • Use Title tags e meta description relevantes a cada página;
  • Não faça o site todo em apenas um arquivo Flash, procure dividí-lo em diferentes páginas HTML;
  • Procure usar o Flash somente para alguns elementos do design;

Se você estiver interessado em outras técnicas para desenvolver conteúdo “indexável” em Flash, veja o artigo How to SEO Flash .

Razões para não usar

Mesmo com as dicas citadas, queria deixar claro que sou contra o desenvolvimento de sites em Flash, por várias razões:

Estutura do Documento

Em HTML, temos tags que representam a estrutura de um documento para facilitar a indexação por parte dos Search Engines, enquanto no Flash isso não acontece. O mesmo acontece para tags básicas, como strong, bold, hx, textos âncora… além de atributos importantes como title nos links e alt em imagens.

Estrutura de links internos

Os arquivos Flash geralmente não tem uma boa estrutura de links internos e, por mais que o Google afirme que os links são indexados normalmente, ainda não creio que eles tenham o mesmo valor que links tradicionais.

Confiança

Não há um teste na Internet que possa afirmar que o conteúdo em Flash tem o mesmo valor que um documento HTML, inclusive o Google não afirma nada nesse sentido, o que nos deixa a dúvida de como o algoritmo trata esses arquivos na questão do posicionamento. Ou seja, na dúvida não arrisque!